sábado, 21 de janeiro de 2012

GRPU atrasa o ecomuseu em Algodoal



Burocracia: sem autorização, ONG terá que devolver à Petrobras dinheiro já aprovado.

A ilha de Algodoal, cenário turístico de muitos paraenses, brasileiros e estrangeiros, corre o risco de perder a oportunidade de melhorar a preservação de suas belezas naturais com a criação de um Ecomuseu, parte de umas das ações do projeto Bicho d'água: conservação socioambiental, executado pelo Grupo de Estudos de Mamíferos aquáticos da Amazônia(Gemam) com o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.
O Projeto acontece desde o ano passado, mas corre o risco de não ter todas as suas atividades executadas, porque parte do processo que prevê a instalação do Ecomuseu na ilha de Algodoal está ainda em trâmite na Gerência Regional do Patrimônio da União(GRPU). "Como a ilha é uma área de preservação, precisamos de algumas autorizações ambientais para colocarmos em prática algumas destas atividades. No caso, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará(Sema), já nos autorizou, resta agora a GRPU", explica a coordenadora do Bicho d'água, Renata Emin.
Segundo a coordenadora, o processo segue lentamente na GRPU, por isso o atraso na implementação do Ecomuseu. A consequência disso é a inviabilidade de instalar esse ponto de educação ambiental até o final do projeto, com o término em março de 2013. "No nosso planejamento, o Ecomuseu deveria ter entrado em execução no ano passado, mas fomos surpreendidos quando vimos que o processo na GRPU, depois de meses desde a entrada, ainda estava no protocolo", conta Renata.
Caso o Ecomuseu não seja viabilizado até o final do projeto, o dinheiro do financiamento destinado a essa parte do Bicho d'água, liberado pela Petrobras, deverá ser devolvido, acrescido de multa pela não execução do plano previsto. "Justamente para não termos atraso na prática de algumas atividades, apresentamos o projeto oficialmente a vários órgãos, como Sema, mas nos deparamos com esse problema. O Projeto Bicho d'água: Conservação Socioambiental é executado pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia(Germam), com o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, tem como proponente a Fundação Instituto para Desenvolvimento da Amazônia(Fidesa)


Matéria completa no Jornal O Liberal, caderno Atualidades, página 14, dia 22 de Janeiro de 2011(domingo).

Fonte: Jornal O Liberal

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